A sublimação digital atende diversos segmentos, como os de vestuário e moda, comunicação visual – soft signage – tecidos técnicos, decoração ambiental e brindes. Cada setor é atendido por um modelo de impressora que varia de tamanho, velocidade, qualidade e outros atributos técnicos e produtivos. No universo da impressão sublimática, existem dois segmentos de negócio, conhecidos como pequeno  e grande formato. 

 As impressoras para grande formato possuem larguras de impressão maiores, maior capacidade de estampar em menos tempo e ocupam um grande espaço no mercado de impressão digital. Há pouco mais de 10 anos, as impressoras sublimáticas de grande formato não passavam de uma aposta dúbia de alguns fornecedores, mas hoje esse equipamento é altamente requisitado devido à sua sofisticação e à popularização dos tecidos estampados digitalmente.

 Essas impressoras imprimem em papéis que posteriormente serão prensados, transferindo as imagens para os tecidos que devem ter, no mínimo,  70% de poliéster na sua composição.  

  As tintas sublimáticas

 Como sabemos, no processo sublimático ocorre a transferência do sólido para o gasoso, sem passar pela fase líquida. Na impressão sublimática – dye sublimation – o processo não é diferente. A tinta sólida já depositada no papel na forma da imagem a ser transferida, transita diretamente para o estado gasoso ao ser submetida a calor e pressão. 

 Essa tinta é composta por partículas de corante e outros agentes lubrificantes além de água e nafta. Para chegar ao estado sólido, a tinta é impressa em papel que serve de veículo transportador  e  deixa-a  na forma da imagem a ser estampada. Após esse processo, a imagem será transferida com o auxílio de uma prensa ou calandra que exercerá calor e pressão sobre ela contra o tecido. Sob calor, essa composição passa do estado sólido para o gasoso até aderir ao substrato polimérico receptivo. Quando isso ocorre, o corante volta ao seu estado original sólido, finalizando a impressão da imagem.

 Tinta e impressora são alguns dos principais componentes para um bom resultado. Mas para obter a impressão perfeita, sem danificar seus aparelhos e seu trabalho, você pode contar com vários tipos de papel. É necessário observar se o papel tem boa qualidade, se está em bom estado, se está  sem umidade, sem amassados e se não deixará resíduos nocivos nas cabeças de impressão. 

Os papéis para sublimação.

Como mencionamos anteriormente, o papel tem a função de transportar a tinta que ficará em sua forma final, a imagem propriamente dita,  aguardando ser transferida ao tecido. Para fazer essa transferência, podem-se usar vários tipos e gramaturas de papel. 

No Brasil, as empresas normalmente procuram reduzir ao máximo os custos de produção e, nessa busca, descobriu-se que é possível utilizar papel Sulfite ou offset para fazer a impressão. 

Com o passar dos tempos, pode-se observar que em papéis mais pesados, com uma gramatura de 90g a 120g, a tinta penetrava muito na fibra do papel e não tinha uma boa extração na hora da transferência. Com essa constatação,   diminuiu-se a gramatura dos papéis chegando a utilizá-los de 35g a 40g conseguindo bons resultados. 

Alguns consumidores não ficaram contentes com a solução por preferir papéis mais espessos, o que facilita o manuseio. Neste momento, começaram a desenvolver os papéis tratados, resinados ou revestidos, que têm a função primordial de impedir a absorção da tinta pelo papel, proporcionando melhor aproveitamento dos insumos no processo. 

Esse desenvolvimento ocorre há  uns 10 anos e hoje em dia temos diversos tipos de papel para sublimação como:

 

  • Papel tratado e com Tack. Tack é uma cola de baixa aderência para que não ocorra desvios entre o papel e o tecido durante a transferência;
  • Papel tratado com Tack e encolhimento, situação que é bem comum aos tecidos durante a transferência.  Com o calor, o poliéster encolhe em torno de 3% e esse papel acompanha o encolhimento do tecido.
  • O papel sublimático reduz a absorção da tinta, proporcionando uma transferência mais rica e viva. Por esse motivo, esse material é indispensável para se obter melhores resultados.

Em resumo, existem muitos tipos de papéis apropriados para essa impressão, podendo apresentar diferentes custos e performance na taxa de transferência da tinta para o tecido, cor e maior ou menor aproveitamento da tinta.  

 

 Eis 4 dos tipos mais populares:

  • Papel Sublimático Resinado de Verso Azul
  • Papel Sublimático Resinado de Verso Branco
  • Papel Matte Verso Branco
  • Papel Sulfite comum 

 

 

 

 

Tecidos

 

Por fim, para realizar a impressão sublimática perfeita, é fundamental que o tecido contenha polímeros. Isso porque o corante da tinta, cuja função é colorir, é especialmente formulado para se unir a eles. Quanto mais polímeros, maior a ligação do corante ao substrato. Por esse motivo, não é possível sublimar tecidos 100% algodão, pois eles não contêm fibras receptivas. A alternativa é utilizar tecidos sintéticos ou que contenham poliéster, para que recebam a tinta sublimática perfeitamente. 

 

Após todo o processo, conclui-se a impressão da imagem.

 

Não é possível sublimar fibras naturais como: algodão, seda, Tencel, Modal, Viscose, Rayon, etc.

Fibras sublimáveis: Poliéster, Náilon, Poliamida, e a Lycra.

 

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