A calça jeans skinny, modelo bem colado ao corpo, está no centro de uma disputa geracional. Na semana de 21 de junho deste ano, a palavra “Cringe” foi a mais popular e procurada no Google. Esse movimento surgiu após uma thread no Twitter em que a podcaster Tchulim questionou a geração z sobre os hábitos dos millennials condenados pelos zennials. Entre café da manhã, boleto e vinhos, a calça skinny apareceu na lista.

Para contextualizar, esse jeans bombou nos anos 2000 graças à evolução da tecnologia têxtil que começou a produzir diversos tecidos com elastano, também conhecido como lycra, que foi desenvolvida para ser usada em cintas modeladoras. Ou seja, o elastano foi desenvolvido para aderir ao corpo das mulheres.

Durante os anos 60 e 70, era usado na moda íntima e na moda praia. Já nos 80, ele migrou para as peças esportivas até que, nos anos 2000, alcançou todo tipo de tecido, até mesmo o jeans. Isso fez com que uma nova silhueta fosse possível. Sendo assim, as calças jeans femininas pararam de limitar movimentos pela rigidez do tecido e passaram a acompanhar as formas e o movimento do corpo. Era o começo do reinado da skinny.

O jeans da geração Z

O consumo da moda não passa ileso aos novos desejos. Nesse sentido, os gen-z gostam de vintage, de curadoria, ou seja,  luxo, para eles, é aquilo que é único, autêntico e até artesanal.

Nessa coleção, estão inseridas peças de segunda mão, mas também de marcas pequenas e nichadas. Além disso, a customização ressurge para resgatar o espírito “faça você mesmo”.

A geração Z busca por conforto, liberdade e ousadia em modelagens menos óbvias, por vezes excessivamente soltas para manifestar o toque de subversão. No caso do jeans,as calças são sempre mais amplas, nada colado, como nas versões baggy, wide e até de cintura baixa.

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